ESTATUTO    MEMBROS    LINKS

        Estatuto    Página Principal  

     "O Grupo Parlamentar Brasil-Alemanha é um instrumento de aproximação entre os parlamentares dos dois países, e o fórum de discussão e resolução de problemas para o benefício de  ambos."

Werner Wanderer                    

ORIGEM

 

     Na Alemanha, a Sociedade Cultural denominada “Sociedade Brasileira-Alemã”, sem pendores partidaristas ou confessionais, foi fundada no dia 07 de dezembro de 1960, pelo filósofo e político, Professor Doutor HERMANN GÖRGEN, junto com outras personalidades da vida pública, política e diplomática, alemãs e brasileiras, cuja Ata do acontecimento foi registrada nos anais do Congresso Nacional Brasileiro em 19 de outubro de 1961.

 

     Entre outras, as finalidades da formação dessa parceria foi a de defender uma imagem do Brasil na Alemanha, difundir a cultura brasileira, com publicação de revista sobre o nosso País apresentando os aspectos das relações bilaterais e de promover conferências, orientando os estudantes e todos os interessados alemães pelo Brasil.

     No Brasil, em 30 de novembro de 1971, foi constituído o “Grupo Parlamentar Teuto-Brasileiro”, formado por representantes de todas as correntes de opinião política do Congresso Nacional, entidade análoga à existente na Câmara Federal da República Federal da Alemanha, que teve como primeiro presidente, e por dezesseis anos, o parlamentar Pedro Colin. Tem como principal objetivo a intensificação da amizade entre o Brasil e a Alemanha, através do contato permanente entre ambos os Grupos.

     Em 25 de setembro de 1991, foi promovida uma reunião do Grupo Parlamentar, visando a sua reorganização, quando foram eleitos Presidente de Honra o Deputado Ulysses Guimarães e o Deputado Nelson Morro como Presidente.

     Em 20 de outubro de 1994, foi eleita a nova Mesa Diretora do Grupo cujo cargo da Presidência  foi a mim confiado, com a finalidade reativar e reorganizar o Grupo Parlamentar Teuto-Brasileiro.

 

     Em 23 de março de 1999, ocorreu a nossa última Assembléia Geral, com a finalidade de eleger a nova Diretoria, modernizar os Estatutos e confirmar os novos membros que aderiram ao Grupo Parlamentar, quando foi confirmada a minha permanência no cargo de Presidente. Foi nesta reunião que o nome do Grupo Parlamentar foi alterado de “Teuto-Brasileiro” para  “Brasil-Alemanha”.

     Vale  a  pena  lembrar  que  o  Grupo   tem co-

mo membros honorários eleitos o ex-Deputado alemão Herrman M. Georgen, in memorian, e os ex-Deputados brasileiros Pedro Colin e Nelson Morro.  São regimentalmente Presidentes Beneméritos, os presidentes das duas Casas do Congresso Nacional.

 

RELAÇÕES BILATERAIS

     Nossas relações com a Alemanha é de longa tradição, visto que nenhum outro país latino-americano acolheu tantos imigrantes alemães como o Brasil.

     As relações entre o Brasil e a Alemanha, que remontam ao início do Século XIX,  sempre pautaram-se pela profunda amizade, respeito e cooperação entre os dois povos, sendo que nos últimos anos estreitaram-se os laços, tornando a Alemanha o principal parceiro do Brasil na Europa. Esta assertiva é constatada pela significativa parceria nas áreas técnica, científica, educacional e nos setores espacial e energético.

     Do ponto de vista alemão, o Brasil assume, dentre os países em desenvolvimento e mercados emergentes, posição de significativa importância, e, graças à bem sucedida estabilização monetária no Brasil e à abertura da economia brasileira ao comércio e investimentos, o relacionamento Brasil-Alemanha atingiu, nos últimos 5 anos, uma nova e próspera fase.

     Neste contexto é que se estabeleceu uma intensa troca de visitas entre os dois países.  Autoridades governamentais, parlamentares e empresários de ambos os lados têm procurado contatos pessoais com seus homólogos bilaterais.  Nestes últimos 5 anos contabilizamos a visita de 25 Ministros de Estado brasileiros à Alemanha.  Também realizaram visitas à República Federal da Alemanha o Presidente da República, Fernando Henrique Cardoso, em 1995, o Vice-Presidente da República, Marco Maciel, em 1997 e o Presidente da Câmara dos Deputados, Michel Temer, em 1998.

     No primeiro dia de junho, o Presidente Fernando Henrique esteve novamente na Alemanha, participando da abertura da Exposição Universal do Ano 2000 - EXPO-2000, que está sendo realizada em Hannover, de 1º de junho a 31 de outubro de 2000, que será a última exposição universal do século. A EXPO-2000 pertence à série de exposições universais inaugurada em 1851, em Londres, e realizadas periodicamente em uma cidade importante do planeta, como Paris, Chicago, Melbourne, Montreal, Nova York, Bruxelas, Filadélfia e Osaka, dentre muitas outras.

     Da mesma forma, temos recebido visitas de alemães, em constante e crescente fluxo. Recepcionamos ao ano, em média quatro Delegações Parlamentares, geralmente representes de Comissões do Parlamento Federal Alemão, em visita ao Brasil e ao Congresso Nacional.  Também, via de regra recebemos e acompanhamos Comitivas de professores, pesquisadores, empresários, líderes empresariais e de associações profissionais alemãs em visita ao Brasil, com resultados favoráveis e gratificantes para nós.

     A visita do Chanceler Helmut Kohl ao Brasil em outubro de 1996, refletiu a disposição concreta de firmar-se, cada vez mais, a parceria entre os dois países, e tornou claro que o Brasil é um mercado promissor para atrair investimentos de empresas internacionais, e, em especial, das alemãs.

 

EXPECTATIVAS DO POVO ALEMÃO EM RELAÇÃO AO BRASIL

     Em 1996 o Ministério das Relações Exteriores encomendou ao instituto alemão Contest Census, pertencente ao Grupo GFK (um dos maiores da Europa), uma pesquisa de opinião pública sobre a imagem do Brasil na Alemanha.

     A opinião pública geral, retrata que 59% dos alemães almejam uma viagem ao Brasil.  Entre os que têm até 30 anos de idade essa proporção chega a 75%. Dos que já estiveram no país, 68% vieram em férias, merecendo destaque o fato de que 88% dos que estiveram no Brasil, desejam regressar.

     É muito elevada, entre os executivos das empresas alemãs que aqui investiram, a confiança na evolução da economia brasileira, já que 81% dos que têm negócios no Brasil pretendem ampliá-los, e 85% apostam que a nossa situação econômica progredirá ainda mais.

NOVAS AÇÕES DO GRUPO PARLAMENTAR

     Estive na Alemanha, entre os dias 23 e 31 de maio,  participando de um importante Seminário que debateu as Perspectivas de Desenvolvimento das Relações entre o  Brasil e a Alemanha, quando aproveitei a ocasião para realizar encontros pessoais com os vários membros do Grupo Parlamentar Alemão e outras lideranças políticas e empresariais com grandes interesses no Brasil, que ensejaram demandas que futuramente estaremos desenvolvendo.

Voltei novamente à Alemanha, nos dias 6 a 10 de outubro, onde participei de importantes acontecimentos, como a inauguração da nova sede da Embaixada brasileira em Berlin, que substitui a de Bonn, antiga capital, o Encontro Econômico Brasil-Alemanha, a Cerimônia de entrega do Prêmio Personalidade Brasil-Alemanha 2000, além de ter comparecido na EXPO-2000, em Hannover.  Sempre com vistas ao estreitamento progressivo da amizade e o fomento econômico, cultural e político entre os dois povos.

IDÉIAS PARA O ESTREITAMENTO DAS RELAÇÕES ENTRE O BRASIL E A ALEMANHA NO PRÓXIMO DECÊNIO

     Dentre muitas outras, precisamos avaliar o horizonte das relações bilaterais para o próximo decênio, com as seguintes idéias básicas:

     a) O efeito Globalização provocou nas nações um sentimento de urgência em buscar, o mais veloz possível, a integração em blocos econômicos, dentro de suas respectivas regiões. A Alemanha  tem sua inserção na união Européia e o Brasil no Mercosul. A Alemanha, no que tange a adequar-se às legislações ambientais, tributárias e de recursos humanos, entre  outras, procura mínimos denominadores comuns no âmbito europeu. O Brasil, em sua inserção no Mercosul, busca a equação econômica, em discussão a tributária, e a harmonização de legislações alfandegárias. Além disso, procura também uma maior adequação no que diz respeito à consolidação política, através de uma reforma política  similar  a realizada na Alemanha, do voto distrital misto. O governo brasileiro se empenha em buscar um mini-Maastrich para o Mercosul.

     b) A cooperação bilateral Brasil-Alemanha cresce nas áreas econômica, cultural e política. Na área  econômica, nos últimos 10 anos, a Alemanha incrementou  fortemente as exportações para o Brasil.  Em contrapartida, o Brasil teve um crescimento apenas moderado em relação às exportações para Alemanha, disso resultando um saldo comercial favorável à esta última. A Alemanha precisa rever as restrições impostas aos produtos agrícolas do Brasil na União Européia, principalmente porque o agribusiness é uma vocação brasileira.

     c) Uma nova questão, delicada e importante, é a do intercâmbio de pessoas entre países e regiões. Com a mundialização, o trabalho  vem se tornando cada vez mais interdependente entre as nações. Portanto, limitações no direito à estadia ou ao trabalho devido a contigências específicas do país não tornam mais eficaz na Globalização. Daí a necessidade de se responder  a esta questão com base  nos modelos previdenciários sociais, para que a Alemanha  possa ter trabalho no Brasil, tanto quanto o Brasil na Alemanha.

     d) Fundamental, para o entendimento entre as nações é conhecer suas respectivas culturas. A Alemanha precisa se esforçar para expandir a cultura alemã através de instituições no Brasil como o Instituto Goethe, escolas biculturais e projetos culturais de longo alcance. O Brasil precisa estender sua participação cultural na Alemanha, como está participando de atividades como a Expo 2000, e outras exposições culturais e o fomento da língua portuguesa na Alemanha.

     e) Cooperação na área  ambiental: isto requer projetos conjuntos entre governo, instituições e empresas que, paralelamente, também fomentam a área  educacional.

 

Outubro/2000           

Topo da Página    Fale com o Deputado    Página Principal