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PARA WERNER, ALCA DIVIDE OPINIÕES EM TODO O BRASIL

PR, 12/09/2002

          Assistimos nas principais cidades do país, no último dia sete de setembro, grandes manifestações populares contra a implantação da Área de Livre Comércio das Américas - ALCA, durante e após os desfiles comemorativos da Independência do Brasil, último dia de realização do plebiscito organizado por 60 entidades, que procura saber se os brasileiros apóiam a integração do Brasil ao novo Bloco Econômico.

          O objetivo da ALCA é a tentativa de englobar 34 países das Américas do Norte, Central e do Sul, exceto Cuba, indo do Alasca à Patagônia, até 2005, através da assinatura de Tratado que cria uma área de livre comércio, com a eliminação do Imposto de Importação e de tarifas alfandegárias, a abertura do mercado de serviços e a garantia de propriedade intelectual de produtos, o copyright.

          Assunto complexo, que tem sido o principal tema de encontros, seminários e debates de parlamentares, embaixadores, empresários, professores e especialistas, vem gerando grandes polêmicas. Para uns o Brasil não pode ficar fora dele, e para outros está em jogo a soberania da Nação. As negociações continuam. As polêmicas também. Em audiência na Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional da Câmara dos Deputados, o embaixador Samuel Pinheiro Guimarães afirmou que “Eu acho que seria uma iniciativa extraordinariamente temerária”. Já para o embaixador Clodoaldo Hugueney, “Essa é uma negociação comercial, que visa buscar melhor acesso a mercados através de uma regra recíproca, de interesse do Brasil”.

          Para o deputado Werner Wanderer, membro da Comissão Especial da Câmara constituída para avaliar toda a negociação da Alca, “as diversas opiniões e os diferentes pontos de vista sobre a questão democratizam e enriquecem o debate, para o bem de todos nós”. O parlamentar informa que “a fase mais importante das negociações para a conclusão do acordo da Alca ocorrerá de 15 de dezembro deste ano até 15 de fevereiro do próximo ano, quando serão apresentadas as listas de ofertas e proposição de tarifas para os bens industriais, serviços e produtos agrícolas. Até lá estaremos ouvindo autoridades do Executivo, especialistas tributários e entidades empresariais de vários setores para então nos posicionarmos a respeito, porque até agora temos dúvidas sobre as vantagens e desvantagens que a Alca trará para nós”.

          Werner alerta que é arriscado para o Brasil ficar fora da Alca, que poderá perder expressiva fatia dos mercados nos EUA e em outros países do continente, como aconteceu com a redução das nossas exportações para o México e o Canadá quando assinaram o Acordo do Nafta. “Estaremos debatendo e acompanhando as negociações com os EUA, com uma atenção especial na derrubada dos subsídios que eles dão para a agricultura deles, que é um absurdo, e das barreiras aos nossos produtos. Não ratificaremos o acordo da Alca no Congresso Nacional, enquanto continuar estas condições que tanto prejudicam alguns segmentos produtivos e os agricultores brasileiros”, finaliza.

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